Malu Super Mulher

01/10/2012 16h26

Logo Malu

Matéria disponível em: http://papofeminino.uol.com.br/mulher/saude-e-bem-estar/conheca-os-tipos-de-micoses-e-veja-como-se-prevenir/

Conheça os tipos de micoses e veja como se prevenir

Saiba como dar adeus a esse incômodo

Texto: Daniela Venerando

No calor e na umidade, os fungos encontram o ambiente ideal para se reproduzirem. O jeito é tomar cuidados básicos para barrar esses micro-organismos e não comprometer o visual.

Apareceram algumas manchinhas brancas ou vermelhas e as danadas começaram a coçar? É bem provável que seja uma micose, nome genérico dado a várias infecções causadas por fungos. No verão, por conta do calor excessivo e da umidade, esses micro-organismos podem aparecer e comprometer a aparência da pele, das unhas e dos cabelos. Existem cem tipos de fungos que estão em toda parte (até em nossa pele, eca!) só esperando um ambiente propício para se reproduzirem.

Entre as micoses mais comuns destacam-se a dermatofitose, a pitiríase versicolor e a onicomicose. É, os nomes são complicados mesmo. Mas é só reagir e aprender a tirar de letra essas vilãs invisíveis para não fazer feio durante a estação.

pes-na-agua-com-rosas

Fotos: Thinkstock/GettyImages

Micose de Pele

Existem dois tipos mais comuns de micoses superficiais: a dermatofitose e a pitiríase versicolor. A primeira causa manchas avermelhadas, escamativas e com bordas bem nítidas, que coçam. “Os fungos se localizam na parte externa da pele, ao redor dos pelos ou nas unhas, alimentando-se de uma proteína chamada queratina. Aparecem em qualquer parte do corpo, principalmente em áreas úmidas e quentes que sofrem atrito, como embaixo das mamas, virilha e dedos dos pés, o famoso pé de atleta”, alerta a dermatologista Márcia Pontes, membro da International Society of Dermatology.

Já a pitiríase versicolor é bem comum e uma de suas características é soltar uma escama muito fina, como se fosse farinha. “Esse tipo de micose aparece na parte superior dos braços, costas, pescoço e rosto, e tem forma arredondada”, explica a dermatologista Meire Brasil Parada. Geralmente não coça e por isso é normalmente ignorada. Mas não importa qual seja o tipo de micose de pele, é possível evitá-la seguindo cinco regrinhas.

Você precisa…
… evitar temperatura quente no banho e não exagerar no uso de sabonetes e sabões degermantes (aqueles que prometem matar todos os germes e bactérias), já que costumam causar ressecamentos ao retirar a oleosidade natural da pele.
… enxugar-se bem, principalmente nas áreas de dobras, como o espaço entre os dedos dos pés e também a virilha. Se possível, usar o secador no modo frio para secar essas áreas.
… nunca usar toalhas compartilhadas, especialmente se estiverem úmidas ou mal-lavadas. No vestiário, nem pensar em sentar-se no banco sem roupa.
… evitar roupas justas e de tecidos sintéticos. Preferira sempre fibras naturais, como o algodão, que deixam a pele respirar e não retêm o suor. O mesmo vale para roupas íntimas.
… cuidar também do bem-estar, já que o estresse pode baixar a resistência imunológica e abrir brecha para os fungos atacarem.

 

Micose de unha

A onicomicose (é isso mesmo!) ocorre geralmente nos pés. A aparência não é nada agradável. As unhas podem ficar densas, quebradiças e ter a coloração alterada. Algumas vezes até descolam da pele do dedo. O fungo da unha também pode infectar outras partes do corpo, principalmente as áreas próximas, como os pés, provocando a temida frieira.

Para combatê-la, você deve…
… usar chinelos em vestiários, chuveiros públicos e ambientes molhados, como próximo à piscina. E até no próprio banheiro
de casa, caso alguém da família tenha o problema.
… aproveitar o calor para aposentar os sapatos fechados. Mas, de preferência, não use a mesma sandália por dois dias seguidos.
… na manicure, levar o próprio material de casa e não retirar totalmente a cutícula, que tem a função de proteger as unhas. Não basta esterilizar cortadores, tesouras e alicates. Reaproveitar lixas de unha, espátulas ou palitos de madeira também causa o problema.
… evitar esmalte escuro por longos períodos, pois podem acobertar os primeiros sintomas da doença.

 

Bicho geográfico

Pés e bumbum são as áreas mais afetadas pela larva migrans, conhecida como bicho geográfico. É uma doença causada por parasitas intestinais das fezes de cães e gatos, que penetram e caminham sob a pele, formando um túnel tortuoso e avermelhado. E dá-lhe coceira.

Para prevenir, é necessário…
… evitar andar descalça em locais frequentados por cães e gatos. E ao ver um cachorro na praia, cuidado em dobro!
… se tiver um animal de estimação, recolher as fezes e estimular os outros donos a fazerem o mesmo.
E, claro, não levar os bichinhos à praia.

 

Candidíase

É chato, mas é verdade: a candidíase vem com toda força no verão por conta do calor. “Trata-se de um fungo que está presente no organismo, principalmente no intestino, e que pode se proliferar e se espalhar caso haja queda de resistência imunológica”, alerta o ginecologista Antônio Júlio de Sales Barbosa, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. O corrimento tem uma aparência de leite coalhado, provocando coceira e até cansaço.

Para evitar, é preciso…
… alimentar-se e dormir bem, não deixando brecha para a imunidade cair.
… evitar ficar com biquíni molhado por muito tempo, já que o fungo adora ambientes úmidos.
… dispensar as calças justas e os tecidos pesados como o jeans e a lycra, que impedem a ventilação.
… não deixar a calcinha pendurada no box do banheiro, ambiente cheio de fungos. O ideal é lavá-la e deixá-la secar ao sol e ainda passar com ferro quente.
… não se sentar diretamente na areia ou no banco de vestiário, locais propícios para focos de fungos. É melhor colocar uma canga ou toalha.
… não dividir toalhas e biquínis.

E se já aconteceu?
A vilã pegou você? Aí, não tem alternativa: é preciso iniciar um tratamento. Procure imediatamente um dermatologista.

No caso das micoses de pele e bicho geográfico, em geral, o profissional indicará uma medicação tópica e, nos casos mais graves, medicamento via oral. Já se for corrimentos, procure com urgência um ginecologista. O tratamento pode ser apenas uma pomada local ou medicação oral, mas também uma associação dos dois.


** Já curtiu o Facebook da Revista Malu?

IMPRIMIR
  • Compartilhar


Os comentários não representam a opinião deste site; a responsabilidade é do autor da mensagem.

* Campos obrigatórios






3 − 1 =