- 17/07/2012 14h56

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Crianças vegetarianas

É possível ser vegetariano desde pequeno: basta ter cuidados com a alimentação, como qualquer adepto

Texto: Amanda Dias

Crianças vegetarianas

Foto: PureStock/DIOMEDIA

“Sim, é perfeitamente possível adotar uma dieta vegetariana, de qualquer tipo, desde o desmame”. Essas são as palavras do nutrólogo Eric Slywitch, diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). O especialista afirma ainda que a dieta é reconhecida pelo Conselho Regional de Nutricionistas 3, que abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

É natural que pais vegetarianos queiram que seus filhos sigam os mesmos princípios e, de acordo com Slywitch, os cuidados com a alimentação dos pequenos deve ser igual ao dado a outras crianças, inclusive no aleitamento materno, que deve ser feito até pelo menos os seis meses de idade. Caso não seja possível todo esse tempo, o ideal é recorrer aos suplementos alimentares infantis, desenvolvidos exclusivamente para esse fim. Igualmente, manter a amamentação exclusiva por tempo prolongado não é indicado para crianças vegetarianas, nem para onívoras.

E a nutrição?

Um cuidado especial que os pais devem ter – e provavelmente já o tem em sua própria alimentação – é com a substituição da carne por outros alimentos, como as leguminosas feijão e lentilha. Muito se fala sobre a deficiência que os vegetarianos podem ter de proteínas e nutrientes como o zinco, o ferro e a vitamina B12, presentes nas carnes e alimentos derivados de animais, porém, o nutrólogo afirma que esses nutrientes também são encontrados em outros alimentos. Ervilha, ovos, leite e derivados são ótimas opções no cardápio.

Quando o ambiente não é vegetariano

Crianças também têm uma vida social, por isso os pais devem ficar atentos quando há festas como as de aniversário. Uma opção é levar pratos para ajudar a compor o cardápio da comemoração. “Sempre será importante esclarecer a criança os motivos pelos quais a família opta em não utilizar nada que contenha carne ou derivados”, lembra Slywitch. Também é indicado que os pais informem a escola e busquem incentivar que a alimentação oferecida na cantina seja mais saudável; não que deva ser exclusivamente vegetariana, mas que seja livre de frituras, sucos artificiais, refrigerantes, etc.

O lanche que a criança leva de casa não precisa ser restrito. Opções de bolachas, pães com homus ou pasta de tofu, frutas, barras de cereais e biscoitos existem aos montes. No caso de o pequeno seguir uma dieta vegana, basta substituir alguns ingredientes na hora do preparo, como o leite de vaca pelo de cereais.Se a criança questionar a proibição de alguns alimentos, sempre é bom explicar o porquê, agindo com naturalidade, para que ela não se sinta oprimida. Não há razão para assustá-la! Caso ela nunca tenha tido contado com carne e ingira algum alimento feito com o ingrediente, é preciso ter atenção como seu organismo irá reagir.

O nutrólogo explica que a reação depende da sensibilidade da criança e dos alimentos que ela normalmente consome. “Como metade das calorias da carne é gordura, sua digestão é mais pesada e lenta. Isso pode ser desconfortável para a criança que está desacostumada com o alimento”, detalha.

Vida normal

Não é porque a criança está privada de comer carne que ela não terá uma vida normal. O importante é que ela entenda o porquê dessa opção e que faça suas refeições de forma natural. Por isso, o esclarecimento da família é essencial.
Segundo Slywitch, há muitos estudos sobre o assunto que demonstram que as crianças vegetarianas têm um regime alimentar mais variado que as onívoras, são menos obesas e desenvolvem padrões mais saudáveis de alimentação que levam para toda a vida. “Isso reduz a prevalência de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer”, destaca o nutrólogo.

Também não é porque o jovenzinho é vegetariano que deve ter um acompanhamento médico diferente das demais crianças. “A avaliação alimentar e do estado nutricional é feita exatamente da mesma forma e com as mesma ferramentas de exame físico e laboratorial”, explica o médico.


Consultoria: Eric Slywitch, nutrólogo mestre em nutrição e diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)

 

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