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01/03/2013 14h00

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Matéria disponível em: http://papofeminino.uol.com.br/mulher/comportamento/mulheres-em-profissoes-masculinas/

Mulheres em profissões masculinas

Psicólogo afirma que elas possuem características benéficas ao ambiente de trabalho

Texto: Lívia Neves

O mundo das profissões não é mais como antigamente. Ao longo dos anos, as mulheres conquistaram mobilidade entre diversas áreas de atuação profissional. O ramo da engenharia, por exemplo, geralmente predominado pelos homens, tem despertado muito interesse das mulheres que querem atuar em locais como plataformas de petróleo e construções.

A psicóloga Sandra Monice acredita que a presença feminina pode agregar valores a uma equipe formada por homens, já que eles são focados na objetividade.  As mulheres apresentam maior sensibilidade e conseguem mosstrar um outro lado, muitas vezes ignorado pelo sexo masculino.

Segundo o psicólogo Maviael Filipe Lopes, o mercado atual exige requisitos predominantemente encontrados em mulheres, como sensibilidade, percepção aguçada, versatilidade, bom relacionamento interpessoal e afetividade. Segundo Maviael, essas competências permitem que as mulheres “consigam identificar as necessidades organizacionais”, ressalta.

 

Mulheres em profissões masculinas

Foto: Thinkstock

Trabalhando em um escritório de engenharia, Katherine Sallum teve oportunidade de atuar com uma equipe de maioria masculina. Ela conta que não sofreu preconceito: “por eu ter chegado depois na obra e ter uma visão de fora, acabei sendo mais ouvida (…) independente de ser mulher”.

Apesar de ter gostado muito da experiência, Katherine confessou que já ouviu falar que muitas empresas não contratam mulheres para trabalhar em obras: “como se as mulheres não passassem credibilidade aos colaboradores”.

O ramo das empresas de segurança também é considerado tipicamente masculino, mas Tatiane Figueira Pereira, de 29 anos, prova que as mulheres também dão conta. Tatiane trabalha como vigilante em uma empresa que faz trabalhos terceirizados.

Antes de seguir para a área da vigilância, Tatiane trabalhava como caixa de supermercado, um ramo de maioria feminino. “Fiz o curso de vigilante porque queria mudar de profissão. Cansei de ser operadora de caixa. Nunca tinha visto uma mulher nessa profissão e achei interessante”, afirma.

Em relação à aceitação da família, Tatiane confessa que “ninguém deu apoio, mas também não discriminou. Ficaram apenas preocupados com os riscos da profissão”. Sendo assim, ela continuou atuando como vigilante e afirma que gosta muito do que faz. Nos treinamentos para se formar como vigilante, Tatiane fez aulas de tiro, provas de educação física, teste psicológicos e aulas de comandos militares. “Tem que ter coragem. Na minha turma muitas mulheres foram reprovadas por não conseguirem atirar”, finaliza a vigilante.

As mulheres estão se mostrando cada vez mais “camaleoas” no mundo profissional e estão se destacando nas profissões consideradas masculinas. Nem feminismo, nem machismo, o mercado caminha para uma igualdade.

 

 

 

Consultoria

Maviael Filipe Lopes. Psicólogo especializado em gestão de pessoas

Sandra Monice, Psicóloga/Espaço Triskell de Psicologia e Psicanálise


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  1. solange de souza disse:

    adooreeiiii esse site

  2. Araujo disse:

    E a recíproca é verdadeira, digo isso pois minha tia trabalhava em uma firma de publicidade e só tinha colegas mulheres, dizia ela que aquilo era um ninho de cobra, que as mulheres iam lá para ficar se exibindo para as outras. Depois que entraram alguns funcionários homens, elas se viram obrigadas a se mostrarem tão competitivas quanto eles, e isso culminou com um significativo aumento dos lucros da firma.

  3. marcelo pasquelb disse:

    sensibilidade no trabalho não é sinonimo de qualidade de vida, muito menos competência. Não encontrei na literatura que elementos como interpessoalidade positiva ou versatilidade serem predominantemente femininos, enfim, as vantagens são exclusivamente femininas, pois homens e o trabalho em si não se beneficiam, e isso sim tem estudos científicos em abundância para respaldar. Acredito que atentar à criação dos filhos, dando essa interpessoalidade e ternura a eles é mais condicente com a proposta da personalidade feminina. AH, é machismo. Não, nada é extremista, apenas a ideia passada por este artigo é superficial e não retrata a realidade. Que serve como um toque para os homens serem atentos à melhores maneiras de trabalhar, isso sim concordo, mas que seja uma vagagem que só mulheres dominam é injusto, afinal, as mulheres vão dominar o mundo em um futuro próximo e tal, com as novas gerações sem referencial feminino em casa não aposto em uma sociedade melhor. A não ser que esse referencial fique nas mãos dos homens, ou da tv e internet… É muito bom ter apoio financeiro da companheira, a maioria dos homens reconhecem isso, mas é tão negligente o cara que abandona uma mulher gravida de seu filho como a mulher que abandona a criação de sua prole para poder trabalhar e ser mais que os homens no mercado de trabalho

  4. Cristiane disse:

    “Nem machismo, nem feminismo..”?? Acho q vc não sabe o que é feminismo, Lívia.

  5. FERNANDO disse:

    SINTO MUITO, MAS SOU ARQUITETO E EM UMA OBRA DO NOSSO ESCRITÓRIO, A CONSTRUTORA EMPREGOU APENAS 2 MULHERES ENG. NA OBRA, E mesmo assim, ADIVINHA DE QUEM FORAM OS MAIORES ERROS??? sinto muito mesmo, mas doçura e delicadeza não completam equipe nenhuma. área de construção tem que ter objetividade e competência… Outra falha grave foi da ENGENHEIRA de prospecção de negócios que é protegida do dono da construtora e achava que mandava na obra, mas não sabia nem o que é um contra-marco… quis passar por cima do ENGENHEIRO Master e ele mandou ela assumir a obra então… o que vocês acham que aconteceu?? ela recusou é claro.